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Neste primeiro momento quero te convidar a buscar uma posição em que você possa ficar bastante confortável.

Muito bem! Podemos prosseguir?!  

Você já deve ter ouvido falar  e/ou  já deve ter  se referido a alguém ou mesmo a você como sendo  uma pessoa ansiosa. Mas, de que forma você obteve este diagnóstico?!  Observe que não raro muitas pessoas tem utilizado este termo sem se ater a sua especificidade, e se automedicado  com ansiolíticos e até antidepressivos como se fossem pequenos milagres nos frascos. Essa cultura baseada no senso comum em que diz  “de médico e Louco todo mundo tem um pouco”, pode ser até certo ponto engraçada, mas é obtusa e tende a mascarar a causa real de um problema que você possa estar vivendo! Neste sentido a tendência é piorar a situação. 

Andei dando uma olhada no Google,  e sério!  Existem centenas de sites informando as maravilhas dos fármacos, sejam eles com a aprovação ou não aprovação da ANVISA. Listas dos melhores, como se fossem pops stars do rock!  Aqui pra nós, fantasiando um pouco, imagine uma cena onde existe um palco como aquele da entrega do Oscar. Conseguiu?!

 Entra o Apresentador, se dirige a platéia e anuncia... O medicamento ganhador  do Prêmio de melhor  e mais vendido do ano é... ele abre o  envelope... rufem os tambores! Um silêncio na platéia... a tensão crescendo, eeeeeeeeeeee.

Você realmente pensou que eu ia fazer propaganda de algum medicamento aqui?!  Desculpe, mas a proposta é outra. Obviamente , como psicóloga entendo a necessidade e eficácia do uso de fármacos em  alguns casos, desde que sejam solicitados por profissionais qualificados. 

Dito isto, voltemos ao nosso tema. ANSIEDADE, Que tipo de monstro é este que nos toma e nos arranha por dentro?  Ora parece se esconder, em outro momento é ele que está no controle, nos relegando ao papel de meros coadjuvantes. 

Ansiedade é um estado psíquico natural que até certo ponto pode ser útil e benéfico. Quem nunca experimentou, por exemplo quando criança, uma excitabilidade anterior a um passeio, ou a sua festa de aniversário?! Ou  criou certa expectativa com a  compra de um carro novo ? É normal, e aqui pra nós, bastante prazeroso quando nossas expectativas são amplamente atendidas! 

Contudo, um estado constante de excitação movido pelas pressões diárias, especialmente nas grandes cidades, tendem a alterar nosso funcionamento psíquico e fisiológico, afetando nosso comportamento. Assim, o indivíduo que não consegue relaxar por conta de  constantes preocupações financeiras, familiares ou  “corriqueiras”, se torna um apto  candidato ao Transtorno de Ansiedade.

Existem vários tipos de Ansiedades, que vai da Ansiedade aguda até a Ansiedade Crônica. 

Hoje, vamos escrever sobre a Ansiedade Generalizada.

Seguindo os critérios do DSM5 ( Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) As características  do transtorno de ansiedade generalizada tem como conjunto basilar os seguintes tópicos, numa duração de pelo menos seis meses.

1- Preocupação excessivas (  expectativa apreensiva) a cerca de diversos eventos ou atividades.
2- Dificuldade em controlar a preocupação seguida de:
-Inquietação
-Fatigabilidade
-Dificuldade em concentrar-se ou sensação de branco na mente
       -Irritabilidade
       -Tensão muscular
       -Perturbação do sono (dificuldade em conciliar ou manter o sono, ou sono insatisfatório e inquieto)


O sofrimento  experenciado pelo individuo com ansiedade generalizada é real e significativo, a preocupação e os sintomas físicos  promovem prejuízos no seu funcionamento social , profissional e em diversas áreas da vida.

A dificuldade de controlar a preocupação com o futuro,  as demandas do cotidiano, pensamentos preocupantes com finanças, com saúde própria e familiares, com respostas que necessita dar no trabalho, uma possível desgraça que possa acontecer aos seus filhos, são sintomas de Ansiedade generalizada.

Em muitos casos , os indivíduos acometidos por Ansiedade Generalizada, apresentam sintomas somáticos ( fisiológicos). Sudorese, náuseas, diarréias, respostas sobressaltadas ( exageradas).

Numa situação hipotética, pensemos num personagem. O nome você escolhe.

Ele ou ela, acorda... sentindo-se cansado/a, musculatura tensa, pensamento parece fugir, atenção rebaixada, uma agenda para atender. Levar filho no colégio, atender celular (chamada do trabalho) cobrando fechamento de cotas, trânsito lento, pagamentos a fazer, atenção para o sinal vermelho, ele/a precisa fechar as cotas... Ele/a pensa, será que esqueci alguma coisa?! A planilha está na bolsa...é importante apresentar a planilha na reunião. A tensão vai aumentando sua respiração ficando entrecortada, alteração dos batimentos cardíacos, não pode esquecer de buscar o filho na escola... será que ele está bem? Alcançar as cotas é importante para pagar a escola, lembra-se de na volta ter que comprar suprimentos para semana, a musculatura vai ficando hipertônica, lembrar  de ligar para os pais que tem cobrado sua ausência, horário do dentista, chega ao trabalho... Uma sudorese lhe percorre a face, ele/a tem que apresentar a planilha e alcançar as cotas. Termina mais um dia, refazendo a agenda para o dia seguinte e não consegue se desligar dos pensamentos que o/a acompanharão na cama.

Neste sentido, a melhor saída é procurar profissionais  especializados que possam  auxiliar a reverter este quadro. 

Por hoje ficamos por aqui. 

Nos encontraremos no próximo post. Onde conversaremos sobre transtorno de Ansiedade de Separação. 
 

Rosana Freire 
CRP 19/2739